Minha história com o veganismo e a alimentação vegana


Quando comecei a viver minha vida diante da alimentação vegetariana e do veganismo (não colaborar com a exploração animal) fui percebendo que por mais que eu tivesse minha opinião formada sobre o assunto e conseguisse explicar isso perfeitamente, as pessoas dificilmente entravam em acordo comigo. Talvez pela falha da aplicação do pensamento lógico, pela falta de conhecimento em argumentações ou pela descrença na ciência. Existem diversas argumentações contra o veganismo, porém, as que mais me cercaram foram sobre a minha saúde, Você vai ficar doente! e sobre os outros seres vivos, As plantas também sofrem!
Esse tipo de frase me deixou realmente triste, principalmente a segunda, já que aprendemos ainda no ensino médio que o cérebro é a parte mais importante do sistema nervoso e que nos faz interpretar algo como dor. E as plantas não possuem cérebro nem nada parecido com um sistema nervoso. 
Sobre alimentação eu irei tratar com mais profundidade, já que é algo importante não só pra vegans, mas para todas as pessoas. 

A decisão

O que primeiramente atuou em prol do meu vegetarianismo foi o conhecimento sobre a alimentação vegana. Antes de decidir me tornar vegetariana, já tinha experimentado diversos pratos livres de crueldade animal. Tais como, kibe, esfirra, torta de legumes, bolos, etc. - Alguns que eu mesma preparei. Esse trabalho de campo foi extremamente importante para o fim do meu preconceito contra o veganismo.
Após essa descoberta, comecei a pesquisar mais sobre esse assunto. Documentários, muitos deles do Instituto Nina Rosa, me fizeram compreender o tamanho da crueldade animal que gera alimentos, a quantidade de água gasta para alimentar os animais, a quantidade de lixo[1] e o tamanho do desmatamento gerado. 
Apenas depois de todo esse estudo eu pude ter a certeza da minha opinião sobre o assunto. Eu decidi, então, causar o menor sofrimento possível. Começando pela dieta ovolactovegetariana e aos poucos, ultrapassando a barreira para o veganismo. 

A dieta vegana

 Primeiramente, você precisa saber que A Associação Dietética Americana(ADA) considera a alimentação vegana como saudável em todas as fases da vida.[3] Mas, de que essa alimentação é composta se não contém carnes, ovos, leite e derivados? Basicamente, de todo o resto. 




Opção animal Opção vegetal
Proteína Carne, peixe, clara de ovo Soja, feijões, ervilhas, lentilhas, grão-de-bico, aveia, quinoa, castanha, nozes, amêndoas
Ferro Vitela, costela de porco, cordeiro, gema de ovo Vegetais verdes escuros(couve, coentro, agrião, etc), açaí + vitamina C(limão, laranja) para garantir a absorção do ferro
Cálcio Leite Repolho, alcachofra, brócolis, tofu, gergelim, linhaça
Ômega 3 Salmão Óleo de linhaça(temperar saladas), linhaça, nozes cruas, canola cozida
B12 Carne de boi Suplementos vitamínicos caso ela esteja abaixo de 350 no sangue
[4]

Quando uma pessoa fala que você pode ficar doente por ser vegan, conseguimos perceber o quão fraca é a alimentação dela. Já que a carne é apenas uma pequena parte da alimentação onívora e quando consumida elevadamente, pode causar câncer.[5]
No vegetarianismo, não gostamos de trabalhar com o termo substituições, porque onívoros precisam comer o mesmo que nós, equilibrando os alimentos de origem vegetal e os de origem animal. Já que são muitos os problemas com esses alimentos como a carne, já citado, e o leite, que pode conter, além dos nutrientes, hormônios que são injetados nas vacas para uma produção maior, resíduos de infecções e até fezes. [6], [7]

A alimentação vegetariana além de me deixar mais saudável, me auxiliou muito na perda de peso. Não simplesmente por deixar de comer carne, mas por perceber que existem outros alimentos disponíveis e muito mais saudáveis. 






Conclusão

Caso você não concorde com a dieta vegana por algum motivo ético, não tente disfarçar sua falta de sensibilidade com falácias provinda da má interpretação de estudos científicos. Pesquise, estude e experimente antes de criticar algo que você mal conhece. 

Fontes:
[1] Estadão